quarta-feira, setembro 28, 2011

Discussão da identidade de gênero

Novela britânica terá adolescente transexual

Personagem de 'Hollyoaks' quer ampliar a discussão da identidade de gênero entre pessoas na fase da puberdade. 27-07-2010 09:46

Jasmine leva uma vida dupla e se veste como Jason (Foto Digital Spy)
Uma novela britânica quer discutir um tabu sexual introduzindo, a partir de agosto, uma adolescente transexual em sua trama.

A personagem de 15 anos, Jasmine, "é um garoto preso no corpo de uma garota", nas palavras dos produtores de Hollyoaks, exibida no Channel 4.

"Cerca de uma em cada 4 mil pessoas na Grã-Bretanha recebe ajuda médica por transtorno de identidade e gênero, e se pudermos trazer esse assunto à tona, creio que é positivo", disse o produtor da série, Paul Marquess.

 Jasmine aparecerá pela primeira vez na trama da novela britânica no próximo dia 2, fazendo o papel da filha superprotegida da família Costello que volta de uma temporada nos Estados Unidos.
Entretanto, logo os telespectadores ficarão sabendo que Jasmine leva uma vida dupla e se veste como Jason em segredo.

O papel será interpretado pela atriz Victoria Atkin, 23.

"É um privilégio poder interpretar um papel tão desafiador, e existe muita pressão para que seja interpretado com justiça. Mas esse é meu trabalho e pretendo garantir que o papel seja realista para aquelas pessoas com transtorno de identidade e gênero", disse a atriz.

Pesquisa
Para ajudar a dar autenticidade ao personagem, os produtores de Hollyoaks buscaram ajuda de organizações que trabalham com o tema e recolheram o testemunho de diversos adolescentes transexuais masculinos e femininos.

Uma das organizações envolvidas é a Tavistock and Portman NHS Foundation, em Londres, que oferece a única clínica pública no país dedicada a ajudar crianças e adolescentes com questionamentos de identidade.

A clínica recebeu no ano passado 97 pessoas que têm, em comum, o fato de sentirem-se como um estranho no próprio corpo. Quase metade delas tinha 14 anos ou menos.

Outra novela britânica, Coronation Street, da rede ITV, tem desde 1998 um personagem transexual - Hayley/Harold, interpretada pela atriz Julie Hesmondhalgh.

Mas a aparição de Jasmine levantará a discussão do problema na fase adolescente. A trama mostrará o caminho de autodescoberta da personagem e explorará os efeitos desse tipo de situação dentro da família.

Na trama, Jasmine/Jason é tratada como uma "eterna garota" pelo pai, o ex-jogador de futebol Carl, e a mãe, a ex-modelo Heidi.

"Obviamente, sendo uma garota que gosta do seu corpo, é difícil para mim imaginar como você detestaria ter nascido no corpo errado. É difícil entrar no espírito, mas é como qualquer outro personagem, uma vez que você entra, a coisa funciona", disse Atkin.

O produtor Paul Marquess rejeitou que a aparição de Jasmine seja apenas uma estratégia para ganhar audiência.

"Não acho que seja sensacionalista. Eu cresci como gay em Belfast quando não havia ninguém para falar sobre o assunto, não havia exemplos positivos. Eu conheci o isolamento absoluto de não conhecer ninguém a quem recorrer", disse Marquess ao jornal "The Guardian".

"Não tem nada a ver com a audiência, tem a ver com as pessoas que são afetadas por esses problemas."

meionorte.com

 

Casal é obrigado a se separar após marido se tornar transexual

Casal é obrigado a se separar após marido se tornar transexual

Alessandro fez a cirurgia em 2009 - quatro anos após seu casamento | Foto: Reprodução Internet

Bolonha (Itália) - O italiano Alessandro Bernaroli, de 40 anos, resolveu fazer uma cirurgia para mudar de sexo quatro anos após seu casamento, realizado em 2005 - modificando seu nome para Alessandra. A decisão resultou na anulação de sua união com a esposa pela justiça da Itália, contra a vontade do casal, na cidade italiana de Bolonha.

Em outubro do ano passado, um tribunal de Modena, cidade onde foi celebrado o casamento, reconheceu que o casal tinha o direito de permanecer unido legalmente.

Agora, uma sentença do tribunal de apelação de Bolonha, onde eles moram, impôs o divorcio, alegando falta de diversidade sexual entre os cônjuges.

O problema surgiu quando Alessandra foi regularizar seus documentos com a nova identidade feminina na prefeitura. Um funcionário anulou o casamento alegando não ser possível legalizar a união entre duas mulheres.

Os advogados do casal vão entrar com um recurso no tribunal de última instância, cuja sentença definitiva deve sair em 4 ou 5 anos.

odia.terra.com.br

A era do pós-gênero?

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